Segurança Digital

Pendrive desconhecido é perigoso? Como usar sem risco

Resposta rápida

Sim, plugar um pendrive desconhecido é arriscado, porque ele pode conter arquivos maliciosos ou se passar por um teclado e enviar comandos ao computador. Nunca use um USB achado na rua. Para pendrives emprestados, desligue a reprodução automática, verifique com o antivírus antes de abrir qualquer coisa e não execute programas que estejam nele.

Neste artigo
  1. Por que um pendrive pode ser perigoso
  2. O golpe do pendrive “esquecido”
  3. Como usar um pendrive emprestado com cuidado
  4. O vírus dos atalhos no pendrive
  5. Carregadores e cabos desconhecidos
  6. Cuidados para empresas
  7. Resumo prático

Achar um pendrive no estacionamento ou na mesa do escritório desperta curiosidade. É exatamente isso que o criminoso quer. O pendrive é um dos meios mais antigos de espalhar programas maliciosos, e continua funcionando porque muita gente confia no que parece inofensivo. Veja o que realmente pode acontecer e como se proteger.

Por que um pendrive pode ser perigoso

Um pendrive é um pequeno armazenamento que se conecta ao computador, e o computador o trata com certa confiança. Os riscos principais:

  • Arquivos maliciosos: programas disfarçados de documentos, planilhas, fotos ou instaladores, que infectam o computador quando você os abre.
  • Atalhos falsos: um vírus esconde os arquivos reais e cria atalhos que, ao serem clicados, executam o programa malicioso.
  • Dispositivos que se passam por teclado: existem aparelhos com forma de pendrive que o computador reconhece como teclado e que digitam comandos sozinhos, sem precisar de clique da vítima.
  • Disseminação em rede: um computador infectado pode contaminar outros pendrives e outros computadores, principalmente em escritórios onde se troca muito arquivo.

Nada disso exige que o pendrive seja de alguém mal-intencionado: um pendrive emprestado por um colega bem-intencionado, mas infectado, causa o mesmo problema.

O golpe do pendrive “esquecido”

Uma tática conhecida é deixar pendrives em locais públicos ou em frente a empresas, às vezes com etiquetas curiosas, como “salários” ou “fotos”. Quem os encontra pluga no computador por curiosidade ou para tentar devolver ao dono. Em empresas, esse é um caminho de entrada para ataques maiores.

A regra é simples: não plugue um pendrive que você não conhece, nem em casa nem no trabalho. Se encontrou um, entregue à segurança, à recepção ou ao setor de TI. Se for a sua empresa, avise o responsável antes de qualquer tentativa de abrir.

Como usar um pendrive emprestado com cuidado

Às vezes é inevitável: o cliente entrega arquivos em um pendrive, a gráfica pede o seu. Nesses casos, reduza o risco:

  1. Verifique antes. Com o antivírus atualizado, clique com o botão direito na unidade do pendrive no Explorador de Arquivos e escolha a opção de verificar. Veja Windows Defender é suficiente? para conferir se a proteção está ativa.
  2. Desligue a Reprodução Automática. Em Configurações > Bluetooth e dispositivos > Reprodução Automática (o caminho pode variar), escolha Não fazer nada ou Perguntar sempre para dispositivos removíveis.
  3. Não execute programas (arquivos com extensão .exe, .msi, .bat, .js, .vbs, .scr) que estejam no pendrive.
  4. Ative a exibição das extensões de arquivo, no Explorador de Arquivos, em Exibir. Um arquivo chamado “fatura.pdf.exe” parece um PDF se as extensões estiverem ocultas.
  5. Abra só o que você esperava receber, como um PDF, um documento ou uma foto. Desconfie de pastas com nomes de pasta que são, na verdade, atalhos.
  6. Evite abrir documentos de Office que peçam para ativar macros. Se um arquivo pede isso do nada, não ative.
  7. Copie o necessário para uma pasta e verifique de novo antes de abrir.

O vírus dos atalhos no pendrive

Um dos problemas mais comuns é quando você pluga o pendrive e todas as pastas viram atalhos, e os arquivos parecem ter sumido. Em geral, os dados continuam lá, apenas ocultos por um vírus. O que fazer:

  1. Não clique nos atalhos. Eles ativam o vírus novamente.
  2. Rode o antivírus na unidade inteira e remova o que ele encontrar.
  3. Mostre os arquivos ocultos. No Explorador de Arquivos, em Exibir, marque a opção de mostrar itens ocultos. Se as pastas reais aparecerem “apagadas” (esmaecidas), copie-as para o computador.
  4. Se necessário, restaure os atributos. No Prompt de Comando, a instrução attrib -h -r -s /s /d X:\*.* (troque X pela letra da unidade) remove os atributos de oculto e de sistema dos arquivos. Use com cuidado e apenas na unidade correta.
  5. Apague os atalhos e faça uma nova verificação.
  6. Formate o pendrive depois de copiar tudo que importa, para garantir que o vírus saiu.
  7. Verifique o computador, porque ele pode ter sido a origem do vírus ou ter sido infectado.

Se isso acontece com frequência em computadores de uso compartilhado, é sinal de que há um computador infectado que precisa de limpeza. Veja como saber se o celular tem vírus para o roteiro equivalente em aparelhos móveis.

Carregadores e cabos desconhecidos

O raciocínio vale para portas USB públicas e cabos de origem desconhecida:

  • Portas USB de carregamento público em aeroportos, hotéis e cafés podem, em teoria, tentar transferir dados. O risco para o usuário comum é baixo, mas é simples evitá-lo.
  • Use seu próprio carregador na tomada, ou um power bank.
  • Quando o celular perguntar se deve permitir transferência de dados, escolha somente carregar.
  • Cabos presenteados ou achados merecem desconfiança. Compre cabos de marcas conhecidas.

Cuidados para empresas

Quem tem funcionários precisa de uma regra mínima:

  • Proibir o uso de pendrives pessoais em computadores com dados sensíveis, ou liberar só os da empresa.
  • Desativar a execução automática nos computadores.
  • Manter antivírus ativo e atualizado com verificação automática de mídias removíveis.
  • Orientar a equipe sobre o golpe do pendrive encontrado e deixar claro a quem entregar.
  • Criptografar pendrives que transportam dados de clientes. Veja como colocar senha em arquivo, pasta e pendrive.

Resumo prático

  • Pendrive desconhecido: não plugar.
  • Pendrive emprestado: verificar, desligar reprodução automática, mostrar extensões.
  • Pendrive com atalhos: não clicar, limpar com antivírus, recuperar os arquivos ocultos.
  • Carregador público: usar o seu próprio ou escolher só carregar.

Se você tem um pendrive de origem duvidosa na gaveta, o melhor destino é o lixo eletrônico, não o computador.

  • Pendrive
  • USB
  • Malware
  • Segurança

Perguntas frequentes

O vírus do pendrive executa sozinho ao plugar?

No Windows atual, a execução automática de programas em pendrives foi bloqueada há anos, então o mais comum é o vírus depender de um clique seu em arquivo, atalho ou programa. Ainda assim, existem aparelhos que imitam teclados e agem sem clique, e por isso o cuidado vale.

O que é o vírus dos atalhos no pendrive?

É um programa que esconde seus arquivos e cria atalhos com o mesmo nome. Ao clicar no atalho, você ativa o vírus. Os arquivos geralmente continuam no pendrive, só ocultos, e podem ser recuperados depois de uma limpeza com antivírus.

Posso carregar o celular em qualquer porta USB pública?

O risco é baixo, mas existe. Prefira usar seu próprio carregador na tomada ou um power bank. Se precisar usar uma porta USB desconhecida, escolha a opção de apenas carregar quando o celular perguntar sobre transferência de dados.

Leia também

Segurança Digital

Como colocar senha em arquivo, pasta e pendrive com segurança

As formas confiáveis de proteger documentos, pastas e pendrives com senha, e os erros que deixam a proteção só de enfeite.

· 5 min de leitura
Segurança Digital

Como saber se o celular tem vírus e como remover?

Os sinais de que algo está errado no celular, como checar no Android e no iPhone e o passo a passo para limpar.

· 4 min de leitura
Segurança Digital

Windows Defender é suficiente ou preciso de antivírus?

O que o antivírus que já vem no Windows faz, onde ele não alcança e como deixá-lo bem configurado.

· 5 min de leitura
Segurança Digital

Malware, vírus, trojan e spyware: qual é a diferença?

Um guia sem jargão sobre os tipos de malware, como eles chegam ao aparelho e o que fazer para se proteger.

· 5 min de leitura

Deixe seu comentário