A bateria é a peça que mais envelhece no celular. Depois de alguns anos, o aparelho passa a durar pouco, desliga sozinho ou fica lento, e muita gente conclui que precisa trocar de celular. Em muitos casos, uma bateria nova devolve o desempenho por um custo bem menor. Veja como saber se é a hora e como fazer a troca sem cair em arapuca.
Sinais de que a bateria chegou ao fim
Alguns sintomas indicam desgaste:
- Autonomia curta: o celular não chega ao fim do dia, mesmo com uso normal e depois de ajustar apps e brilho.
- Desligamentos inesperados: o aparelho apaga com 20%, 30% ou mais de carga, principalmente no frio.
- Carga que cai aos pulos: a porcentagem despenca de repente.
- Lentidão e travadas: em alguns aparelhos, o sistema reduz o desempenho para evitar desligamentos quando a bateria está muito gasta.
- Aquecimento exagerado durante o uso ou a carga.
- Inchaço: a tampa se levanta, a tela descola ou o aparelho não fica reto sobre a mesa.
Antes de concluir que a bateria acabou, descarte as causas comuns, como apps que gastam muito e tela com brilho alto. O guia sobre bateria do celular acabando rápido mostra como diferenciar.
Como checar a saúde da bateria
iPhone: vá em Ajustes > Bateria > Saúde da Bateria e Carregamento e veja a capacidade máxima. Ela indica quanto a bateria ainda guarda em comparação com o valor de quando era nova. Valores em torno de 80% ou menos costumam indicar que a troca vale a pena. O nome do menu pode variar conforme a versão do iOS.
Android: depende da marca. Alguns fabricantes têm um aplicativo de suporte com diagnóstico da bateria, e alguns modelos mostram a saúde nas configurações. Se o seu aparelho não tem, observe o comportamento: tempo de uso de tela, quedas bruscas e desligamentos. A assistência técnica também pode medir a capacidade com equipamento próprio.
Bateria inchada: pare de usar
A bateria de lítio, quando danificada ou muito gasta, pode inchar. É um sinal de risco. Se você notar a tela descolando, a tampa estufada ou o aparelho abaulado:
- Desligue o celular e pare de carregar.
- Não aperte, perfure nem tente desmontar.
- Afaste-o de materiais inflamáveis e do calor.
- Leve a uma assistência técnica o quanto antes.
- Descarte a bateria em pontos de coleta de pilhas e baterias, nunca no lixo comum.
Assistência autorizada ou independente?
As duas opções têm pontos fortes e fracos.
Autorizada pelo fabricante:
- Usa peças originais e segue o padrão da marca.
- Costuma dar garantia do serviço e preserva a garantia do aparelho, se ele ainda estiver coberto.
- Costuma ser mais cara e, às vezes, mais demorada, porque a peça pode ser encomendada.
Independente:
- Costuma ter preço menor e atendimento mais rápido.
- A qualidade varia muito. Há desde ótimas oficinas até lugares que usam baterias de baixa qualidade.
- Pode afetar a garantia do fabricante e, em alguns modelos, a vedação contra água fica comprometida depois de abrir o aparelho.
Se o aparelho está na garantia, vá à autorizada. Se já passou do prazo, avalie as duas e compare orçamentos.
O que perguntar antes de deixar o aparelho
Peça tudo por escrito e confira:
- A bateria é nova e de qual tipo? Original, certificada ou compatível. Desconfie de "bateria de alta capacidade" milagrosa.
- Qual é o valor total, incluindo mão de obra, e o prazo para ficar pronto?
- Qual a garantia do serviço? A lei dá 90 dias para reclamar de defeito em serviço durável, e muitos locais oferecem prazo maior. Peça que conste na ordem de serviço.
- Haverá nota fiscal ou recibo com os dados do aparelho e o IMEI?
- O que acontece com o aparelho se houver outro problema ao abri-lo?
Verifique a reputação do local em avaliações e peça indicações. Evite deixar o aparelho em quem não emite documento.
Antes de entregar o celular
Prepare o aparelho para evitar dores de cabeça.
- Faça backup de fotos, contatos e conversas. Veja backup do Android ou backup do iPhone.
- Anote o IMEI e fotografe o estado do aparelho, com marcas, arranhões e a tela.
- Desative o bloqueio por conta quando for pedido. No iPhone, a Apple costuma exigir desativar o Buscar iPhone para reparos, e a assistência avisa. Nunca entregue suas senhas pessoais.
- Retire o chip, o cartão de memória e a capa.
- Apague ou proteja dados sensíveis, como apps de banco, se preferir. Nunca deixe o aparelho com acesso livre a contas importantes.
Depois da troca e quando não vale trocar
Ao receber o celular, teste carregamento, bateria, sensores, câmera, som e biometria. Em alguns iPhones, uma bateria que não seja original pode fazer o sistema avisar que não consegue verificar a saúde dela. Isso não impede o uso, mas vale perguntar à assistência. Acompanhe a autonomia nos primeiros dias e guarde a nota para acionar a garantia, caso necessário. Para entender seus direitos, leia garantia do celular e direitos do consumidor.
Quando não vale trocar
Se o aparelho é muito antigo, sem atualizações de segurança, com tela trincada, lento por outros motivos ou com conserto que custa perto do valor de um modelo usado equivalente, talvez a troca não compense. Nesse caso, compare com o custo de um aparelho novo ou reacondicionado, e decida com calma.