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Pix, cartão ou boleto: quais formas de pagamento oferecer na loja

Resposta rápida

A maioria das lojas virtuais deve oferecer Pix, cartão de crédito e, se o público pedir, boleto. O Pix confirma na hora e costuma ter custo menor, o cartão vende mais por causa do parcelamento, mas tem taxas maiores e risco de chargeback, e o boleto atende quem não tem cartão, mas demora a compensar.

Neste artigo
  1. Pix: rápido, barato e sem parcelamento
  2. Cartão de crédito: mais vendas, mais custo
  3. Boleto: ainda útil para parte do público
  4. Como escolher a combinação certa
  5. Como mostrar as opções na loja
  6. Por onde começar

Cada forma de pagamento muda três coisas ao mesmo tempo: quantos clientes concluem a compra, quanto sobra de cada venda e quão rápido o dinheiro chega. Por isso, não existe uma resposta única. Veja o que cada opção traz de bom e de ruim para quem vende e como montar uma combinação que funcione na sua loja.

Pix: rápido, barato e sem parcelamento

O Pix transfere o valor na hora, a qualquer dia e horário, e a loja recebe a confirmação em segundos. Isso permite liberar o pedido para separação sem esperar compensação.

Vantagens para a loja:

  • confirmação imediata, ótima para quem despacha rápido;
  • custo por venda geralmente menor que o do cartão, embora varie conforme o gateway de pagamento;
  • dinheiro disponível mais cedo, em muitos casos no mesmo dia;
  • sem risco de chargeback, que é a contestação da compra feita pelo titular do cartão.

Pontos de atenção:

  • não parcela, o que pode reduzir a conversão em produtos de valor mais alto;
  • o QR Code ou código copia e cola precisa ser fácil de usar no celular e ter prazo de validade claro;
  • fraudes e falhas podem ser revertidas pelo Mecanismo Especial de Devolução, então guarde os comprovantes.

Outra vantagem é comercial: muitas lojas oferecem desconto para pagamento via Pix, já que a taxa costuma ser menor. A lei permite diferenciar o preço conforme o meio de pagamento, contanto que isso seja informado de modo claro.

Um cuidado importante: confirme o recebimento no painel do gateway ou no extrato do seu banco, e nunca apenas pela imagem de comprovante enviada pelo cliente. Existem comprovantes falsos, e liberar o produto antes de o dinheiro cair é uma porta aberta para prejuízo.

Cartão de crédito: mais vendas, mais custo

O cartão é a forma que mais converte quando o produto custa mais, porque o parcelamento cabe no bolso do cliente. Em contrapartida, tem o custo mais alto para o lojista.

  • Taxa por transação: um percentual sobre o valor, cobrado pelo gateway e pelas operadoras de cartão. Muda conforme a bandeira, o número de parcelas e o contrato.
  • Prazo de recebimento: o dinheiro costuma cair depois de algumas semanas, e receber antes (antecipação) tem custo adicional. Confirme o prazo no seu contrato.
  • Parcelamento sem juros: para o cliente é sem juros, mas a loja paga o custo de parcelar, direta ou indiretamente. Embuta isso no preço.
  • Chargeback: o cliente pode contestar a compra no banco emissor, e a loja pode perder o valor. Entenda como se proteger em chargeback na loja virtual.

Quando o cartão é recusado, nem sempre o problema é o cliente. O banco emissor pode ter bloqueado a compra por segurança, ou o limite pode ser insuficiente. Deixe a mensagem de recusa clara e ofereça, na mesma tela, a opção de tentar outro cartão ou pagar com Pix. Muitas vendas se recuperam assim, em segundos.

Cartão de débito é pouco usado em lojas virtuais e, em geral, só aparece quando o gateway oferece. A carteira digital de aplicativos de pagamento também pode entrar como complemento.

Boleto: ainda útil para parte do público

O boleto bancário atende quem não tem cartão de crédito ou não quer usá-lo na internet. Mas traz desafios:

  • a compensação pode levar de um a três dias úteis depois do pagamento, atrasando a separação do pedido;
  • muitos boletos são emitidos e nunca pagos, o que gera pedidos parados e estoque reservado à toa;
  • há taxa por boleto emitido ou pago, dependendo do gateway;
  • o cliente precisa pagar dentro do vencimento, e esse prazo deve ser curto (por exemplo, um a três dias) para não segurar o estoque.

Se você mantém o boleto, defina um prazo de cancelamento automático e envie lembrete antes do vencimento. E oriente o cliente a pagar apenas boletos enviados pelo e-mail ou pela área do pedido da loja, já que golpes com boletos falsos são comuns. O guia boleto falso: como conferir explica como se proteger.

Como escolher a combinação certa

Responda quatro perguntas:

  1. Qual o valor médio do pedido? Em pedidos altos, o parcelamento no cartão faz diferença. Em pedidos pequenos, o Pix costuma bastar.
  2. Quem é o seu cliente? Públicos com menos acesso a cartão pedem Pix e boleto. Públicos que parcelam muito pedem mais opções de cartão.
  3. Qual a sua margem? Taxas mais altas exigem preço que as comporte. Veja como calcular o preço de venda com todas as taxas embutidas.
  4. Qual a velocidade de despacho? Se você promete envio no mesmo dia, o Pix e o cartão aprovado se encaixam melhor que o boleto.

Para a maioria das lojas pequenas, a combinação mais segura é Pix e cartão de crédito, com boleto como extra opcional. Quem vende produtos de valor baixo e recorrente, como itens de consumo, costuma se beneficiar de incentivar o Pix. Quem vende itens caros, como eletrônicos ou móveis, precisa do parcelamento no cartão para não perder o cliente na última tela. E quem atende empresas pode precisar também de faturamento, com pagamento combinado em prazo, algo que o gateway nem sempre resolve.

Como mostrar as opções na loja

Mostrar bem é quase tão importante quanto oferecer.

  • Coloque os ícones das formas de pagamento no rodapé e na página do produto.
  • Exiba o valor no Pix e o valor parcelado perto do preço, sem esconder condições.
  • Informe se o parcelamento tem juros e a partir de qual valor ele é liberado.
  • Na tela de pagamento, deixe a forma mais barata para você em destaque, mas sem esconder as demais.

Revise esses pontos junto com o checkout da loja virtual, porque pagamento e checkout andam juntos.

Por onde começar

Peça ao gateway a tabela completa de taxas e prazos de cada forma de pagamento e simule um pedido médio da sua loja em cada uma delas. Veja quanto sobra no fim, por meio de pagamento. Depois de algumas semanas, olhe a distribuição real: que parte dos pedidos vem de Pix, cartão e boleto. Se uma opção quase não é usada e gera trabalho, como o boleto, considere removê-la. Se uma forma concentra a maioria dos pedidos, vale incentivá-la com benefícios claros, como desconto ou frete mais barato, sempre dentro da margem.

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Perguntas frequentes

Posso dar desconto para quem paga no Pix?

A lei brasileira permite cobrar preços diferentes conforme a forma de pagamento, desde que a diferença seja informada de maneira clara e visível ao consumidor. Mostre o preço no Pix e o preço normal lado a lado e confirme as regras vigentes com um contador ou advogado.

O Pix pode ser contestado depois?

Não existe chargeback como no cartão, mas há o Mecanismo Especial de Devolução, que permite ao banco devolver o valor em casos de fraude ou falha operacional. Por isso, vale manter provas da venda e da entrega.

Vale a pena ainda oferecer boleto?

Depende do seu público. Para quem vende a pessoas sem cartão de crédito ou que preferem pagar em casas lotéricas e agências, ainda faz sentido. Para os demais, o Pix costuma cobrir bem essa necessidade, com confirmação mais rápida.

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