Produtividade

Zapier, Make ou IFTTT: qual usar para automatizar tarefas

Resposta rápida

Zapier, Make e IFTTT conectam aplicativos para que uma ação em um dispare outra em outro, sem programar. O Zapier é o mais simples de aprender, o Make é mais visual e flexível para fluxos complexos, e o IFTTT é indicado para automações leves, inclusive com dispositivos da casa. Compare os limites e o custo atual de cada plano antes de contratar.

Neste artigo
  1. Como essas ferramentas funcionam
  2. As três ferramentas
  3. Outras opções
  4. Exemplos práticos de automação
  5. Como escolher
  6. Cuidados antes de automatizar

Salvar o anexo do e-mail no Drive, lançar cada pedido novo numa planilha, avisar a equipe quando um formulário é respondido: tarefas assim tomam minutos a cada vez e horas ao final do mês. Ferramentas de automação fazem isso sozinhas, ligando um aplicativo a outro. Veja como funcionam e como escolher entre as mais conhecidas.

Como essas ferramentas funcionam

A lógica é sempre a mesma: se acontecer isto, faça aquilo.

  • Gatilho (trigger): o evento que inicia tudo, como “chegou um e-mail com anexo” ou “alguém respondeu o formulário”.
  • Ação (action): o que a ferramenta faz em seguida, como “salvar o arquivo no Drive” ou “criar uma linha na planilha”.
  • Fluxo: a sequência completa, que pode ter várias ações encadeadas, condições e filtros.

Você conecta suas contas aos aplicativos, escolhe o gatilho e as ações, mapeia quais dados vão para onde e liga o fluxo. A partir daí, ele roda sozinho.

As três ferramentas

Zapier

O Zapier é um dos nomes mais conhecidos. Cada automação se chama Zap. A interface guia você por etapas, é fácil de entender e conecta uma quantidade enorme de aplicativos.

Pontos fortes:

  • curva de aprendizado curta;
  • muitos aplicativos disponíveis, de e-mail a CRM e planilhas;
  • ótimo para fluxos simples e médios.

Pontos de atenção: os planos limitam a quantidade de tarefas executadas por mês, e recursos como fluxos com várias etapas, condições e caminhos podem depender de plano pago. Fluxos muito complexos tendem a ficar mais caros que em outras ferramentas.

Make

O Make, antigamente chamado Integromat, usa um editor visual em que você desenha o fluxo como um mapa, com módulos ligados por linhas. Cada automação é um cenário.

Pontos fortes:

  • visual claro para fluxos com vários caminhos, filtros e repetições;
  • grande flexibilidade para tratar dados;
  • costuma ser escolhido por quem precisa de lógica mais elaborada.

Pontos de atenção: demora um pouco mais para aprender, e o controle de consumo é por operações, o que exige atenção ao desenhar fluxos que rodam com frequência.

IFTTT

O IFTTT vem de “If This Then That”, algo como “se isto, então aquilo”. As automações se chamam applets. É muito simples, ideal para conexões diretas entre dois serviços, e popular em casa inteligente e uso pessoal.

Pontos fortes:

  • muito simples;
  • boa integração com dispositivos e serviços do dia a dia;
  • ótimo para ideias como “quando eu chegar em casa, ligue a luz”.

Pontos de atenção: é menos indicado para processos de empresa com várias etapas e tratamento de dados, e o plano gratuito tem limites de quantidade de applets.

Outras opções

  • Power Automate: a ferramenta de automação da Microsoft, integrada ao Microsoft 365.
  • Apps Script: permite programar automações dentro do Google Workspace, para quem sabe um pouco de código.
  • n8n: ferramenta de código aberto que pode ser instalada em servidor próprio, para quem tem conhecimento técnico.
  • Regras do próprio e-mail: antes de contratar qualquer coisa, veja se um filtro resolve. O guia de filtros do Gmail mostra automações simples que já estão no e-mail.

Exemplos práticos de automação

  • Formulário para planilha e aviso: cada resposta do formulário cria uma linha na planilha e envia um e-mail de confirmação. Veja como criar um formulário no Google Forms.
  • Anexos organizados: e-mails com notas fiscais em anexo são salvos em uma pasta do Drive e registrados numa planilha.
  • Pedidos da loja: cada venda gera uma linha numa planilha e uma notificação para a equipe.
  • Agenda e tarefas: um evento novo no calendário cria uma tarefa num aplicativo de gestão.
  • Redes sociais: um artigo novo publicado no blog gera um rascunho de post.
  • Casa e rotina pessoal: o clima da previsão do dia chega numa mensagem pela manhã.

Como escolher

Responda a estas perguntas:

  1. Qual a complexidade? Fluxos com poucas etapas combinam com Zapier ou IFTTT. Fluxos com condições, repetições e vários caminhos pedem Make.
  2. Quantas execuções por mês? Quanto mais volume, mais atenção ao limite do plano e ao custo.
  3. Os aplicativos que você usa têm integração? Confira no site da ferramenta antes de investir tempo.
  4. Quem vai manter? Se for uma pessoa sem perfil técnico, prefira a mais simples.
  5. O uso é pessoal ou empresarial? Em empresas, pense também em quem tem acesso e em controle de contas.

Experimente o plano gratuito de uma ou duas ferramentas com a mesma automação simples. A que parecer mais natural para você costuma ser a melhor.

Cuidados antes de automatizar

  • Dados pessoais: ao conectar contas, você dá acesso a e-mails, planilhas e contatos. Conecte só o necessário e use contas com verificação em duas etapas.
  • Teste com dados fictícios antes de ligar o fluxo para valer.
  • Evite ciclos: uma automação que cria algo que dispara ela mesma pode gerar centenas de execuções.
  • Monitore falhas: ative avisos de erro, porque a automação pode parar sem ninguém notar.
  • Documente: anote o que cada fluxo faz e quem criou.
  • Automatize processos que já funcionam: automatizar uma bagunça só a repete mais rápido.

Se quiser entender melhor a base técnica dessas conexões, o artigo sobre o que é API explica como os aplicativos conversam entre si. Para ideias de tarefas que a IA também resolve, veja tarefas para automatizar com IA.

Comece com uma tarefa que você faz todos os dias, de preferência uma que envolva só dois aplicativos. Quando a primeira automação funcionar, o resto vem naturalmente.

  • Automação
  • Zapier
  • Make
  • IFTTT

Perguntas frequentes

Preciso saber programar para usar essas ferramentas?

Não. Todas funcionam por interface visual, em que você escolhe os aplicativos, o gatilho e a ação. Em fluxos mais avançados, conhecer o básico de dados e de planilhas ajuda bastante, mas não é obrigatório.

Existe plano gratuito?

As três costumam ter algum plano gratuito, com limites de uso e de recursos, que mudam com o tempo. Serve para testar e para tarefas pequenas. Confira as condições atuais nos sites oficiais.

Posso automatizar o WhatsApp com essas ferramentas?

Só pelos meios oficiais, como a API do WhatsApp Business e parceiros autorizados. Automações não oficiais, que simulam o uso da conta, violam os termos do serviço e podem levar ao bloqueio do número.

Leia também

Dicas de Internet

Filtros do Gmail: como criar regras para organizar os e-mails

Crie regras que separam newsletters, notas fiscais e e-mails importantes sem você mexer em nada.

· 5 min de leitura
Produtividade

Google Forms: como criar um formulário e ver as respostas

Crie pesquisas, inscrições e pedidos online de graça e receba as respostas organizadas numa planilha.

· 5 min de leitura
Criação de Apps

O que é API e para que serve, explicado sem complicação

A ideia por trás das APIs com exemplos do dia a dia, termos explicados e um primeiro teste prático.

· 5 min de leitura
Produtividade

Quais tarefas do pequeno negócio dá para automatizar com IA?

Dez tarefas que a IA já ajuda a fazer em menos tempo, separadas pelo que dá para fazer hoje e pelo que pede mais preparo.

· 2 min de leitura

Deixe seu comentário