Quando o conteúdo é grande e as ideias se misturam, uma lista comprida de tópicos nem sempre ajuda. O mapa mental organiza o assunto em forma de desenho, com o tema no centro e as ideias se espalhando em ramos, e permite enxergar de uma vez o todo e as partes. Serve para estudar, planejar um projeto, preparar uma apresentação ou simplesmente organizar a cabeça. Veja como fazer o seu.
O que é um mapa mental
Mapa mental é um diagrama em que o assunto principal fica no centro da página e dele saem ramos com os subtemas, que por sua vez se dividem em ramos menores. Em vez de frases completas, cada ramo traz palavras-chave. Cores, setas e pequenos desenhos ajudam a diferenciar os grupos e a lembrar do conteúdo.
A técnica foi divulgada pelo autor britânico Tony Buzan, mas a ideia de organizar conhecimento em diagramas é bem mais antiga. Você não precisa seguir regras rígidas: o mais importante é que o mapa faça sentido para você.
Para que serve
- Estudar: resumir uma matéria e enxergar a relação entre os tópicos.
- Planejar projetos: quebrar uma tarefa grande em etapas, como no guia de como dividir tarefas grandes em passos.
- Gerar ideias: brainstorming individual ou em grupo.
- Preparar apresentações e textos: definir a estrutura antes de escrever.
- Tomar decisões: listar opções, vantagens e riscos de cada uma.
- Revisar: olhar um único mapa antes da prova, em vez de dezenas de páginas.
Como fazer um mapa mental, no papel ou no aplicativo
No papel, passo a passo
Você só precisa de uma folha em branco e canetas de algumas cores.
- Vire a folha na horizontal. Isso dá mais espaço para os ramos se espalharem.
- Escreva o tema no centro. Use uma palavra ou expressão curta, em um círculo ou com um pequeno desenho.
- Crie os ramos principais. Desenhe de três a sete linhas saindo do centro, uma para cada grande ideia. Escreva uma palavra-chave sobre cada linha.
- Acrescente sub-ramos. De cada ramo principal, abra linhas menores com detalhes, exemplos e conceitos ligados.
- Use palavras-chave, não frases. Uma palavra por linha deixa o mapa limpo e flexível.
- Use cores e símbolos. Uma cor por ramo principal ajuda o olhar a se orientar. Pequenos desenhos e setas indicam ligações entre ramos diferentes.
- Revise e complete. Depois de terminar, olhe o que falta ou o que pode ser agrupado.
Exemplo: mapa mental da Revolução Industrial
Imagine que você está estudando esse tema para uma prova.
- Centro: Revolução Industrial.
- Ramo 1, Causas: acúmulo de capital, inovações técnicas, disponibilidade de carvão e mão de obra.
- Ramo 2, Inovações: máquina a vapor, teares mecânicos, ferrovias.
- Ramo 3, Mudanças sociais: crescimento das cidades, surgimento da classe operária, condições de trabalho.
- Ramo 4, Consequências: novos mercados, movimentos trabalhistas, mudanças ambientais.
Em quatro ramos, a matéria inteira cabe em uma página. Ao revisar, você pode cobrir os ramos e tentar lembrar o que há em cada um, o que treina a recuperação ativa.
Fazendo mapas em aplicativos
Se você prefere o computador ou o celular, existem programas e sites de mapas mentais, gratuitos e pagos. Alguns exemplos conhecidos são o XMind, o MindMeister e o Miro, além de ferramentas de apresentação e de design que também servem. As vantagens do digital:
- É fácil mover, apagar e reorganizar ramos.
- Dá para acrescentar links, imagens e anotações.
- Fica salvo e pode ser compartilhado.
- Permite montar mapas muito grandes sem acabar o papel.
As desvantagens: pode ser mais lento para começar, e a tentação de mexer em formato e cor toma tempo. Teste o papel e o digital e fique com o que flui melhor. Os recursos e planos dos aplicativos mudam, então confira as condições atuais.
Quando o mapa mental não é a melhor escolha
- Processos em sequência: para passos que acontecem em ordem, uma lista numerada ou um fluxograma é mais claro.
- Informações muito detalhadas: textos longos, fórmulas e raciocínios passo a passo ficam melhor em anotações. Veja o método Cornell.
- Assuntos que você ainda não entendeu: montar mapa sem compreender vira cópia. Antes, use a técnica Feynman para entender.
Erros comuns
- Escrever frases inteiras. Isso transforma o mapa em texto espalhado. Use palavras-chave.
- Ter ramos demais. Mais de sete ramos principais confundem. Agrupe em categorias.
- Copiar o livro. Reorganize com suas palavras e sua lógica.
- Usar só uma cor. Sem cores, fica difícil separar os grupos.
- Nunca revisar. O mapa serve para estudar de novo. Olhe-o em dias diferentes e, depois, tente refazê-lo de memória.
- Capricho excessivo. Passar uma hora decorando deixa menos tempo para estudar.
Como usar o mapa na revisão
Depois de fazer o mapa, não o guarde na gaveta. Alguns usos:
- Releia no dia seguinte e anote o que esqueceu.
- Refaça de memória em uma folha em branco e compare com o original.
- Transforme os ramos em perguntas para cartões de revisão, como em Anki e flashcards.
- Cole em um lugar visível para olhar nos dias anteriores à prova.
Faça um mapa agora
Escolha o assunto que você está estudando e pegue uma folha sem pauta. Escreva o tema no centro e crie quatro ramos principais, cada um com uma palavra. Preencha com o que lembra de cabeça e depois consulte o material para completar o que faltou. Em dez a quinze minutos, você terá uma visão do conjunto e uma lista clara do que ainda precisa estudar.